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O autor adverte que o conteúdo dos textos a seguir pode ser de origem real, imaginária ou onírica. Logo, em se tratando de semelhanças com o cotidiano, os mesmos podem distorcê-lo em intensidade e veracidade dos fatos.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sem fim

maquina-de-escrever1

Que belo é o sopro do qual te libertas,
Preenche a secura do povo descrente.
Poeta, teu canto invade minha mente
E faz-me enxergar que a beleza por trás

Do discreto, do incerto, tudo que existe
Há de ganhar vida e roubar teu lirismo,
Dominar-te por versos, impôr o fascismo
Por ter que rimares palavras e a paz

Que existia em teu mundo vai à ruínas,
Desabas em meio à pressão do soneto.
Não surge a prosa nem mesmo quartetos
E tu vais descobrindo que és incapaz

De entender esta vida por outro caminho,
E que será sempre escravo da ortografia,
Tentando, quem sabe, escrever um dia
Um poema que não parecia ter fim.

Caio Sereno.

Um comentário:

  1. Muito bom, retrata coisas desse nosso universo poético! =D

    Abraço!Boa Noite!

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